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Cirurgias mamárias

Conheça as principais intervenções cirúrgicas utilizadas no tratamento de câncer de mama

As cirurgias mamárias são uma das ações para o combate ao câncer de mama e podem ser realizadas em pelo menos três modalidades diferentes: mastectomia, adenectomia e ressecção segmentar. A escolha da variação é individualizada, ou seja, é preciso analisar caso a caso para determinar a melhor opção. A decisão baseia-se, entre outros fatores, no tamanho da mama e no tipo, localização e dimensão do tumor. Veja a seguir as características de cada uma delas e em quais diagnósticos são indicadas.

Mastectomia

Considerada a melhor alternativa para tumores extensos, a técnica consiste na remoção completa da mama, incluindo a pele, a aréola e o mamilo. Também pode ser feita a retirada de apenas uma parte da pele, removendo-se, ainda assim, a aréola e o mamilo, variação denominada mastectomia preservadora de pele. A segunda opção costuma ser indicada para tumores de proporções não tão grandes e de localização central.

Em geral, após a mastectomia se realiza a reconstrução imediata da mama. Segundo o mastologista Gustavo Luiz F. Kesselring, “a reconstrução permite que a paciente se recupere da cirurgia sem vestígios de uma mutilação de seu corpo, o que é muito importante para a preservação da autoestima da mulher durante todo o tratamento”.

Adenectomia

Nesta modalidade, retira-se somente a glândula mamária, sem remoção da pele, da aréola ou do mamilo. “Esta técnica pode ser utilizada em tumores muito pequenos e sempre que a lesão estiver distante da aréola. Nos casos de tumor superficial e distante da aréola, pode-se realizar durante a adenectomia a retirada da pele acima do tumor”, explica Gustavo. Assim como ocorre na mastectomia, esta forma de cirurgia é normalmente sucedida de reconstrução da mama, com possibilidade de colocação de prótese de silicone.

Ressecção segmentar

Também conhecido como quadrantectomia, este procedimento é geralmente indicado para o tratamento de tumores pequenos e prevê a remoção deles, podendo ou não haver a preservação da pele localizada sobre o tumor. Para execução desta cirurgia, é necessária a participação de um médico patologista, responsável por analisar a presença de tumor nas margens do tecido retirado. “A presença do patologista é fundamental para avaliar-se a extensão da cirurgia, evitando-se, assim, operações maiores e desnecessárias”, comenta o especialista Gustavo.

A quadrantectomia exige a realização de radioterapia, que pode ser feita durante ou após a cirurgia, aplicando-se a radiação na área da mama acometida pelo câncer.

Além destes tipos de cirurgia, é importante saber que atualmente é possível diminuir ainda mais a intervenção. A técnica chamada de linfonodo sentinela injeta um contraste radioativo na área do tumor e é utilizada para verificar se existem células tumorais no linfonodo, também denominado gânglio. De acordo com Gustavo, “se o exame for negativo, a cirurgia pode ser bem pequena, sem a necessidade da retirada dos gânglios da axila. Dessa forma, evita-se qualquer inchaço do braço operado e a cirurgia deixa apenas duas pequenas cicatrizes, uma no local do tumor e outra na axila, que, em geral, desaparece com o tempo”.

É preciso ressaltar que não existe uma modalidade de cirurgia que seja ideal para todas as pacientes. Seja qual for o tratamento escolhido, a mulher deve sempre ser informada sobre os procedimentos a que será submetida, cabendo à equipe médica estar à disposição para esclarecer dúvidas que possam surgir ao longo do processo de cura. Complementares ao tratamento, a prática de exercícios físicos, a boa alimentação e o lazer são recomendados para mulheres com câncer de mama, pois podem ajudar no alívio de sintomas e na recuperação da paciente após a cirurgia. 

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